Petroleiros da Bahia entram em greve contra privatização de refinaria
17/02/2021 13:57 em Trabalho

Sindipetro-BA diz que paralisação por tempo indeterminado será em defesa dos empregos e dos direitos da categoria. Eles denunciam que venda da refinaria deve criar monopólio privado, afetando o abastecimento da região

São Paulo – Os petroleiros da Bahia entram em greve por tempo indeterminado a partir da madrugada desta quinta-feira (18). A categoria afirma que a paralisação é uma resposta em defesa dos empregos e dos direitos. Também denunciam assédio moral e a insegurança nas unidades do sistema Petrobras. A decisão foi tomada na semana passada, em assembleia realizada pelo Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA). O pano de fundo das insatisfações dos trabalhadores é a privatização da Refinaria Landulpho Alves (Rlam).

Na semana passada, a Mubadala Capital, fundo de investimentos de Abhu Dhabi, foi anunciada como vencedora da disputa pela refinaria. Eles vão pagar US$ 1,65 bilhão pela Rlam, quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km. A Petrobras pretende concluir o processo de privatização até o mês que vem.

A direção da Petrobras alega que a greve dos petroleiros seria “abusiva”, por não se tratar apenas de reivindicações trabalhistas. Por isso, disse que vai adotar as medidas jurídicas cabíveis contra a paralisação. Afirmam também que a estatal teria “autonomia” para decidir sobre o processo de “desinvestimento”, que inclui a privatização da Rlam.

“Falamos sobre a possibilidade de desabastecimento, principalmente de gás de cozinha, que existirá no nosso estado, se a refinaria vier a ser privatizada, possibilidade essa que também foi sinalizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP)”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, sobre a reunião com o governador.

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