Acabando o gás
14/03/2022 10:17 em Economia

Os preços reajustados são combustível da inflação. Desde o golpe de 2016 que teve a entrega do pré-sal às petrolíferas internacionais como um de seus objetivos, com a adoção do sistema de paridade de importação, os preços não param de subir.

O diesel subiu 24,9%, o gás de cozinha 16% e a gasolina 18,77%.  O gás chega a custar R$ 145 em algumas localidades. A situação é insustentável e o governo resmungou, mas teve que ajoelhar diante dos acionistas que controlam a Petrobras privatizada.

O Congresso Nacional vota um fundo de controle dos combustíveis. O atual governo é o responsável pela situação de punição diária de uma nação que perdeu o controle sobre si mesma.

Essa é a prova mais enfática do desprezo do mercado à nação. Sua relação com a sociedade é apenas de exploração e indiferença diante das consequências catastróficas de sua política. Desde a privatização da BR Distribuidora essa situação se impôs.

Lembrando apenas que este governo deu continuidade à orientação golpista de abandonar a política de construção de refinarias para alcançar a autossuficiência energética. A Petrobras conduzia a cadeia da extração à distribuição, passando pelo refino.

Agora eles extraem, mandam para fora, refinam lá para a gente pagar o preço dolarizado aqui. Fecharam as refinarias, estão internacionalizando a prospecção e desmantelaram o sistema de distribuição. O Brasil foi ocupado e paga caro por isso.

O mais espantoso é que o Brasil se mantém na condição de protetorado estadunidense obedecendo incondicionalmente a ordem de aumentar a produção de petróleo para segurar o preço no mercado interno dos EEUU


Da redação RBA Litoral:
Douglas Martins. Jornalista e Advogado

 

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